Histórico
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Engenharia de Produção da UNIP – PPGEP iniciou suas atividades em 1997, em nível de Mestrado, e em 2007, em nível de Doutorado.
O projeto inicial do Mestrado levou em conta a expertise dos profissionais, a potencialidade da Instituição em termos de cursos de graduação já consolidados e a demanda do mercado. Essas características, ao longo do tempo, sofreram alterações, respeitando a própria dinâmica de um programa de pós-graduação, que busca o estado da arte, adaptando-se, portanto, ao surgimento de novas áreas de conhecimento, metodologias e avanços tecnológicos.
Em 2007, com o amadurecimento do Programa de Mestrado, que já havia titulado 155 mestres, além do crescimento da produção científica, evidenciado pelas publicações em revistas e periódicos de boa referência no QUALIS, e fundamentado no atendimento às metas do PNPG, especialmente aquelas voltadas a contribuir para que a sociedade superasse desafios no âmbito da produção industrial e de serviços, foi implantado o curso de Doutorado.
A necessidade de adaptação e atualização, inclusive a partir de orientações da CAPES, conduziu a mudanças que melhor atendessem às demandas do mercado e, por extensão, às do curso.
A Linha de Pesquisa “Tecnologia dos Sistemas de Informação”, por exemplo, teve seu conteúdo, com foco inicial em softwares utilizados em sistemas produtivos (operação), reorientado para os softwares dedicados à Tecnologia da Informação (TI), tendo em vista o crescimento das aplicações nas diversas áreas de produção, como integração, automação e logística. Nessa evolução, associada à velocidade das mudanças na TI, passaram a ser pesquisadas situações de confiabilidade e qualidade de softwares utilizados, acrescidas de conteúdos referentes à LGPD, conduzindo a uma nova adequação das Linhas de Pesquisa do Programa.
A partir da implantação do Doutorado e da necessidade de aumentar a quantidade e a qualidade de artigos, foi introduzida, em 2011, a atividade “Oficina de Projetos e Artigos”, como obrigatória e com atribuição de créditos, com o objetivo de dar suporte aos alunos na elaboração de artigos. Em 2013, os artigos passaram a ser integrados aos propósitos acadêmicos como componente relevante, sendo inseridos como parte das teses e dissertações. Esse movimento promoveu um significativo crescimento das publicações realizadas durante o período de elaboração dos trabalhos, contrariando a tradição em que essa produção era uma atividade a ser realizada apenas após o aluno obter seu título.
Em 2015, buscando responder ao crescimento da demanda por estudos mais aprofundados nas temáticas de sustentabilidade ambiental, produção mais limpa e ecologia industrial, decidiu-se desmembrar uma das Linhas de Pesquisa do Programa, criando uma nova Área de Concentração denominada “Sustentabilidade em Sistemas de Produção”. As avaliações realizadas desde dezembro de 2017 indicam crescimento das atividades da nova Área, principalmente em âmbito internacional. A criação da rede Advances in Cleaner Production Network (ACPN), um fórum multi/interdisciplinar para o intercâmbio de informações e resultados de pesquisa em tecnologias, conceitos e políticas baseadas em Produção Mais Limpa, concebido para auxiliar a transição desejada para uma sociedade sustentável, ocorrida na 5ª edição do Workshop of Cleaner Production, vem possibilitando exitosas interfaces internacionais para conhecimento, troca de informações e incremento de pesquisas em parceria. O Centro Interuniversitário de Sustentabilidade da UNIP está ligado a vários Centros Regionais de Sustentabilidade: Universidade Normal de Pequim (Ásia), Universidade de Kent (África), Universidade de Stellenbosch (África e Europa), Universidade de Deakin (Oceania), Universidade de Firenze (Europa), Universidade La Costa e Universidade de Sonora (América do Sul, América Central e Caribe), Illinois Institute of Technology e Universidade de Manitoba (América do Norte). Atualmente, a ACPN envolve aproximadamente 220 instituições educativas e de pesquisa de 51 países, distribuídas pelos cinco continentes.
A linha de pesquisa “Redes de Empresas e Planejamento da Produção” iniciou discussões quanto a possíveis desdobramentos, considerando os apontamentos da CAPES nas reuniões e na avaliação de Meio Termo. Além dessa motivação, destaca-se o crescimento e o interesse em dois projetos de pesquisa de espectro amplo, que vêm atraindo a participação de alunos e da comunidade. Um trata da Indústria 4.0 e o outro, da Alimentação Escolar proporcionada pelo poder público. O primeiro foi iniciado em parceria com a ABIMAQ/SINDIMAQ, em que empresas fabricantes de equipamentos e usuárias apresentam seus cases de desenvolvimento e aplicação. O segundo estuda os processos, a gestão, a produção da agricultura familiar e demais assuntos referentes à Alimentação Escolar (Merenda Escolar), em apoio aos municípios que têm dificuldades em dispor de um sistema para atendimento das normas dessa que é uma obrigação legal do Estado. Ambos os projetos têm produzido significativo número de teses, dissertações e artigos.
Outro grupo de pesquisa, vinculado a essa mesma linha e dedicado ao agronegócio, tem desenvolvido estudos orientados a três áreas de conhecimento:
- Conforto animal: desenvolvimento de sistemas automáticos de controle para criação de animais com segurança;
- Logística de grãos: transporte, armazenamento e exportação;
- Reconhecimento de produtos alimentícios por consumidores leigos, provenientes do sistema de hortaliças e frutas, bem como a qualidade dos mesmos, usando recursos de realidade aumentada e inteligência artificial nas pesquisas.
A meta de internacionalização do Programa foi ampliada com a expansão de eventos internacionais e parcerias com universidades estrangeiras, resultando em visitas de professores brasileiros ao exterior e de professores estrangeiros ao Brasil, oriundos de países como Polônia, Romênia, Lituânia, China, Inglaterra e Sérvia.
Com o propósito de contribuir para a formação de pessoal qualificado em regiões carentes do país, o PPGEP propôs a realização de um DINTER, em parceria com o UNIFSA (Centro Universitário Santo Agostinho), de Teresina – Piauí. O DINTER foi homologado pela CAPES em setembro de 2018 e implementado em fevereiro de 2019, com a participação de 15 alunos. Em 2022, o programa DINTER foi encerrado com a realização de onze defesas das quinze previstas inicialmente.
É importante destacar que o PPGEP/UNIP está localizado na região da Grande São Paulo, que detém a maior concentração de habitantes e empregos nos setores de produção e serviços do Brasil. Nesse sentido, o PPGEP vem contribuindo com a qualificação de recursos humanos, tendo formado, desde sua instalação até dezembro de 2024, 399 mestres e 151 doutores. Ressalte-se, ainda, a escassez de ofertas de cursos de pós-graduação em Engenharia de Produção, considerando que, na região da Grande São Paulo, onde habitam 21 milhões de pessoas, existem apenas quatro programas, sendo que dois deles oferecem apenas o Mestrado.